sábado, 23 de janeiro de 2010

MEMÓRIA (OU FALTA DE)

***

Primeiramente queria agradecer pelos elogios lindos e verdadeiros que recebi da amiga Mary em relação ao meu blog. Só por eles já valeu a pena a exposição dos meus pensamentos.

Esses dias uma pessoa me disse: tu deveria ser mais transparente.

Mas peraí... MAIS transparente? socorrooooooo.

Logo eu, que me exponho tanto quando falo o que sinto, o que penso, o que sou. Não quero ser mistério ou dúvida. Como digo, a história comigo é mais "papo reto" mesmo. Nada de ficar me fazendo. Não sou assim, sou objetiva e aberta. Quer saber? me pergunta e terás uma resposta (ou não).

Como alguém disse, ou quis dizer, uma vez: cada um sabe a dor e a alegria de ser quem se é. E eu sou assim. Levo na cabeça, levo, levo e levo... e não adianta, continuo a ser esta pessoa com a língua maior do que o cérebro. Aquele filtro que fica entre os dois não veio de fábrica... produto defeituoso.

Esses dias vi a Ana Maria Braga recitando um texto que falava sobre CALAR. Aiiii... como eu queria aprender tal arte. Não sei fazer isso direito, e quando faço é uma meleca.

Sei que calo quando algo me machuca muito, e não falo porque acho que o outro tinha obrigação de saber o que tô pensando. Mas tanto nesses momentos ou em outro qualquer que eu tente calar, isso me DÓI. E dói tanto que daqui a pouco aquele monte de dor no peito explode em palavras cruéis, pesadas, cortantes como balas de revólver, e alvejo quem estiver na minha frente. E isso antes do julgamento. tanto faz se é culpado ou inocente. Depois a gente vê.

É... calar não é comigo mesmo.

Bom, mas hoje tô aqui para dizer que na minha cabeça pipocam mil e quinhentas coisas sobra as quais queria falar, e que 5 minutos depois de pensar no tal assunto já esqueci. quanta coisa eu poderia ter escrito, se tivesse anotado num pedaço de papel a idéia. Mas quem me conhece sabe, sou um furacão... meu nome é bagunça. Mas me propuz de segunda-feira comprar uma caderneta pequeninha para anotar as idéias quando elas surgirem.

Meu pai uma vez me comprou uma coisinha de pindurar no pescoço, um gravador de lembretes. cada vez que tu lembra de algo que não deve esquecer aperta no botão e grava. O problema é que eu esquecia de botar no pescoço, e quando eu colocava no pescoço eu esquecia de gravar, e quando eu gravava esquecia de escutar depois. Então aposentei o dito aparelho.

Então hj peguei um pedaço de papel e anotei alguns títulos de postagens que quero escrever (eu sempre escrevo o título antes da "redação"...rsrs, sempre fazendo o contrário do que se deve). Mas como sei que vou perder o papel daqui há 5 minutos, e depois ficar enlouquecida procurando (para achá-lo só daqui uns meses, por acaso, numa gaveta qualquer), resolvi escrever aqui a lista.

Então vamos lá. ah... e se vc tiver alguma sugestão manda que eu falo sobre o assunto, ou pelo menos sobre o que sei e o que não sei dele.

* TERAPIA (S)

* UMA HISTÓRIA SOBRE TRENS, VAGÕES E ESTAÇÕES

* UMA VIDA SÓ É POUCO

* SER MÃE

* DIA DAS MÃES

* INCLUSÃO

* IDADE DE SER FELIZ

* A ÚLTIMA PLOC

* CARTAS QUE EU NÃO MANDEI

* UM NOVA CHANCE

* DEPRESSÃO (I, II, III, IV, V, VI)... UM TRATADO...HEHE

É isso então.

bjkass a todos, em especial as minhas mais novas leitoras Vó Heloísa e Mary

E ao Lucca, que é uma pessoa única e especial, com uma luz que não se sabe de onde vem... coisa mais estranha. Mas isso falamos outro dia.

Acho que o PH dele também não é neutro.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DIVÃ

Eu amo o livro Divã, de Martha Medeiros. E também gostei do filme, da interpretação... geralmente os filmes ficam muito àquem dos livros, mas desta vez me surpreendi. Eu já vi e revi inúmeras vezes, mas tem um monte de gente que ainda não viu. Acreditam que o filme não existe na maioria das locadoras de vídeo que temos na Cidade? Que absurdo.

Por isso hoje resolvi fazer uma sessão de "cinema" caseiro para minhas amigas.

Sabe, quando eu era adolescente e comia livros, o que eu mais gostava era que minha melhor amiga lesse e depois a gente passasse horas falando dele. Parece chato né? mas era uma delícia, dividir aquele mundo com alguém, trocar emoções, idéias. Até hoje, gosto de falar sobre o que leio, sobre o que aprendo, sobre o que ouvi falar. Discutindo as coisas podemos enxergar vários pontos de vista sobre um mesmo tema, alguns que a gente nem desconfiava que existise.

Então hoje vou assistir mais uma vez ao mesmo filme, e tenho certeza de que vou ver alguma coisa que tinha me passado desapercebido antes. Até a música do início do filme é uma coisa gostosa de se ouvir.

E, em homenagem a minha primeira sessão caseira de cinema...rsrsrs, vou transcrever abaixo um trecho sobre o qual dissertaria durante muitooooooo tempo, pois diz tanta coisa, mas tanta... fala direto do peito da gente. É como se tivéssemos escrito. Se já leu leia de novo... vale a pena.

"Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.


Eu sei,não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Telvez este seja o ponto. Talvez eu Não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu patio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.

Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR"

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cada ser humano nasce com com mil possibilidades



Pois é...

ontem tava pensando (no banho para variar) em um parente próximo meu e me perguntei:

O que será que sentirei ao vê-lo no caixão, pálido de morte?

Daí já me veio imediatamente outra pergunta:

Qual será o discurso que o padre ou qualquer outro irá proferir ao "encomendar" o corpo?

Sei o que vc tá pensando. Isso é lá coisa para se pensar? Pior...

Mas daí comecei adivagar no tal discurso "final". geralmente ouço nos velórios discursos exaltando as qualidades do falecido e de quanto ele fará falta. Muito se ouve da dor e do vazio que deixarão em seus familiares.

Em resumo não consegui imaginar ninguém falando nada positivo desse ser humano em questão. E pensei quão triste era isso... afinal, nascemos cheios de possibilidades de ser ALGUÉM BOM, alguém que faça o bem às pessoas, as plantas, aos animais, ao mundo, à alguém ou alguma coisa. Mas que faça a diferença no mundo.

Nascemos cheios de possibilidades: de fazer os outros sorrirem, de emocionar, de alegrar, de ajudar. Tanta coisa... tantas possibilidades positivas, tantas possibilidades de amar, de ser amado, de criar laços verdadeiros.

E daí fiquei triste pensando nesta pessoa, que conheço desde que nasci, e nos meus tantos anos de vida num vi ter uma atitude afetuosa. Nunca presenciei um abraço carinhoso, um beijo de verdade, um gesto de caridade verdadeira. Não sei dizer se esta pessoa já amou alguém na vida, ou se amou, de que forma é esse amor.

Sei que o amor se manifesta de muitas maneiras, algumas ilógicas. Acredito que o próprio ódio é amor, amor que adoeceu. Mas uma pessoa é capaz de amar assim tão egoisticamente a ponto de não deixar ninguém perceber? nem mesmo o ser amado?

Só sei que nunca fui alvo do seu amor, isso eu tenho certeza. E esse amor muitas vezes me fez falta.

Como já falei antes, sou uma meleca emocional. A razão diz: não se pode obrigar ninguém a amar.

Tá, eu sei.

Mas o que eu fiz para que essa pessoa nunca tivesse me amado?

Tá, eu sei... tô reclamando de boca cheia... tem gente por aí que não é nem amado pelos próprios pais, muitas vezes até mesmo são abandonados.

Mas sei lá, mesmo assim me doeu muitas vezes essa rejeição imotivada.

E eu sei... não tem nada haver comigo, simplesmente essa pessoa é incapaz de amar, ou de demonstrar amor. Aliás, se o amor se manifesta de várias formas, a desta pessoa se manifesta na forma de bens materiais.

Até acredito que ame alguém, pois sempre supriu uma pessoa com muitos bens materiais e apoio financeiro. Mas sabe, não consigo enxergar afeto nem nesta relação. Quando estamos reunidos em família, o tal ser humano desumano tá sempre de lado, sem dar e receber nada.

E fico triste, com o desperdício de vida que presencio sempre. Uma pessoa que parece ter vindo ao mundo para não ser nada, só alguém que, por deixar de ser o que devia, magoa as pessoas a quem devia amar.

E, finalizando, não consegui ainda imaginar tal discurso... as últimas palavras em homenagem a uma pessoa que não foi nada, e se foi, foi o pior, um arremedo triste do que podia ter sido.

Uma pessoa que desperdiçou todas as possibilidades que recebeu durante a vida, de fazer falta a alguém, de amar, de ser gentil, entre todas as outras.

Acho que em seu velório não haverá lágrimas... talvez só alívio para aqueles que tiveram que o suportar até a morte (tarefa árdua), por obrigação moral ou por interesse financeiro.

Me veio rápido uma pergunta, nesta conversa minha comigo mesmo: se eu estiver lá no dito momento, permitirei que se faça um discurso mentiroso, que imputem a tal pessoa qualidades que nunca possuiu? tipo aquele discurso feito... foi um.... dedicado, um... amoroso.

A resposta... bom, vcs sabem... meu PH não é neutro.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Cheia de idéias

Pois é... ando cheia de idéias, com vontade de escrever sobre muita coisa.

E pq não escrevo?

Sei lá...

Ontem queria escrever sobre um monte de coisas (engraçado que hoje não consigo lembrar de nenhuma delas), mas hoje só consigo pensar em escrever sobre RESSACA.

Ressaca em todos os sentidos, ressaca moral, ressaca emocional, ressaca ressaca, rsrsrs.

Tá... já entenderam né? bebi um pouquinho além da conta ontem. E daí eu, que não bebo, me transformei naquela pessoa que bebe demais, e ... bah. É nessas horas que digo aquela famosa e tão usada frase: NUNCA MAISSSSSS.

Não pelo mal estar do day after, mas por me sentir INADEQUADA. Odeio me sentir INADEQUADA.

Daí fico me perguntando... ah, não adianta, tô me sentindo mal... não lembro muito bem pelo quê, mas algo relacionado aquele meu eterno dom de fazer merda.

Melecaaaaa.

Acho que meu PH às vezes podia ser mais neutro.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Santa falta de inspiração



Aiiiiiii... blog meio abandonado.



É a santa falta de inspiração.



queria escrever coisas interessantes... mas estou num momento "chato". E é estranho.


Geralmente a inspiração me vem em momentos que eu já conheço:


em primeiro lugar no BANHO. Sempre penso no banho. Se estou com problemas vou pensar e refletir no banho, se quero chorar vou chorar no banho, se tô com dor vou pro banho, se estou agoniada vou pro banho. Geralmente minhas lágrimas são "enxugadas" pela água corrente que saí do meu chuveiro. Pensando bem, nada mais apropriado. Mas sabe de uma coisa, quase nunca penso coisas boas enquanto tomo banho. Fico ali, conversando comigo mesmo, trocando idéias sobre o que tô pensando, sobre o que tô sentindo. Se tô magoada com alguém fico ali... conversando, "falando" mentalmente com a pessoa, falando tudo que acho que jamais conseguiria falar ao vivo e a cores. Não... não por covardia. É que não consigo... quem me conhece sabe, sou uma porcaria emocional. Não falo... choro ou grito. Quem manda em mim é minha emoção, por mais que eu odeie isso. Então fico lá, no meu BANHO... converso, depois grito e depois choro. Ah... o BANHO, meu amigo... esse me conhece.


Mas ultimamente, entro e saio do banho e nada... nenhuma inspiração, nenhuma conversa, nenhum choro... só os rituais básicos de higiene corporal. Será que a mente tá limpa???


Outro momento de inspiração clássico, meu e de quase todo mundo, é dirigindo... ouvindo som bem alto. Ah, que sensação deliciosa. Vc está lá... em movimento, e nada pode pegar teus pensamentos. Claroooo... sempre tem um celular chato pra tocar. Por isso não gosto de telefones, como os chamo carinhosamente "coleiras eletrônicas". Quem me conhece sabe... quase nunca atendo celular. Tão difícil ter um tempo realmente sozinha... e eu prezo tanto esse meu silêncio, que  me permite conversar comigo mesmo. Mas no carro me vem pensamentos muito diferentes do que tenho no banho.. geralmente são pensamentos bons, alegres, ousados. Idéias...idéias... idéias... muitas idéias. Fico pensando e pensando, rindo, cantando, sonhando. Acho que essa é a palavra certa quando estou dirigindo... SONHO. Eu fico ali... sonhando, com os pés lá nas alturas. Que realidade que nada. Tô no carro e tô em cada lugar, na neve, na praia, numa balada... cada lugar. Daí me bate uma vontade louca de correr... voar (nunca gostei de ter algum carro em minha frente, pq às vezes eu sonho tanto que não enxergo nada na minha frente). Mas daí quando chego perto do destino começo a diminuir a velocidade e já começo a me arrepender do pé no fundo do acelerador. Que meleca... não tô a fim de chegar, quero continuar a sonhar, sonhar, sonhar... paro o carro, estaciono. Quem disse que quero descer? Dependendo da seleção musical fico alta por um bom tempo ainda. até que um chato me faz aterrisar. Afinal... trabalho, estudo, sou amiga, mulher, filha, irmã, cunhada. Quem me disse que eu podia ficar por aí... sonhando. Eu sem sonho... não sou EU.



Aqui cabe uma pergunta: quem já viu o meu olhar BRILHANDO? quem já viu não esqueceu.


Olhar brilhando não é um momento de inspiração, é a PRÓPRIA INSPIRAÇÃO. Pena não ter um botão liga e desliga esse tal de BRILHO NO OLHAR.


Eu já chamei esse BRILHO NO OLHAR de tanta coisa... no fim decidi chamar ele de HORMÔNIOS.



Quase toda minha existência depende dos ditos hormônios, que ora amo e hora odeio, porém mais odeio que amo, mas quando amo, amooooo mesmo.


Tá, não vou esquecer da LUA CHEIA.


Lua Cheia e inspiração são sinônimos pra mim. A lua mexe mesmo comigo. O brilho dela passa um pouquinho pro meu olhar. Em noite de lua cheia não consigo ficar em casa (e quando consigo? rsrs). é como um imã... quero dançar, quero falar, quero cantar, quero só olhar... fico lá, parada, olhando... tentando entender aquela beleza toda, aquela chama... ahhhhhhhhhh se todo dia fosse dia de lua cheia.


Noite e lua cheia me lembraram de um momento especial de inspiração, que só aconteceram poucas vezes em minha vida... talvez consiga contar nos dedos das mãos. Um CHEIRO... uma noite com um cheiro. Eu sei que se eu sentir aquele cheiro de novo vou saber que é ele, embora se agora eu tentar lembrar não vou conseguir. Incrível como aquele cheiro consegue antever que aquela noite será especial e que coisas mágicas acontecerão. Nunca duvidei, e nunca me decepcionei. Ahhhhhhh se toda noite tivesse aquele CHEIRO, aquele PERFUME. ahhhhhhhhhhhhh.........


Que sensação maravilhosa essa, de ir escrevendo e recordando... acho que até já estou ficando inspirada...hehe.


Bom, tenho outros momentos de inspiração. Quando APRENDO algo novo. sempre li muito, sempre soube muito. Nunca fui de estudar, mas de entender. Aprendo quando converso com alguém, quando leio, quando pesquiso, quando procuro. Adoro ouvir alguém falar coisas que me fazem sentido de uma hora para outra e me faz parar e dizer: como eu vivi até agora sem saber disso? como é que eu não percebi isso? O conhecimento é uma coisa que me faz feliz. Essa minha sede que me fez voltar a estudar depois de burra velha, começar uma faculdade que para a maioria é a maior inutilidade do mundo. Mas eu adoro. E tenho feito tantas descobertas... inspiradoras. Comecei a estudar um pouco, bem pouco, sobre a história da américa latina, e deu... já me apaixonei. Já fiquei com vontade de saber muito mais. Que coisa maravilhosa poder entender um pouco da formação da nossa américa latina. Será que isso fará com que eu conheça a mim mesma um pouco melhor????


Sempre tive uma mania, durante todo o tempo que estudei... seja no primário, segundo grau, universidade, cursos, até mesmo em nada disso. A mania de AJUDAR. Sempre fiz trabalhos pros meus colegas, sempre fiz polígrafos das minhas anotações e distribuí aos colegas. Sempre procurei passar adiante o que sabia e até mesmo aprender algo só para ensinar. Aliás... já fiz tanto isso, aprender só para ensinar. Mas não é pq sou "boazinha" (isso dá briga séria), mas pq ao final quem ganha SOU EU. De uma forma ou de outra sou eu que saio ganhando. Por isso que digo que sou disponível demais (e não boazinha). Pois geralmente estou disponível. Não esqueço de um dos meus maiores arrependimentos: ter feito meu enteado passar de ano no segundo ano do segundo grau. Passei a época de Natal aprendendo química, história, literatura, e não sei mais o quê... pq ele tinha ficado em recuperação (aquela segunda recuperação, fora de época) em umas 4 matérias. Meu irmão estava fazendo faculdade de farmácia naquela época e me ensinou umas fórmulas e me deu dicas de química e eu acabei aprendendo algo que eu mesma não tinha aprendido na época de segundo grau. E amei... tão mágico desvendar aquelas equações, balancear e tal... e sob um prisma mais lógico (como é passado na faculdade). Me arrependi de ter feito o que fiz... de te feito o Lucas passar de ano quando com certeza o melhor teria siido ele repetir o ano e amadurecer mais como aluno e como pessoa. Acabei avalizando algo com o qual não concordo... a idéia de que tudo é fácil e que se dá um jeito (afinal quem deu o jeito fui eu e não ele). além, é claro, da idéia de que ele não iria responder por seeus atos. Afinal ele podia passar o ano todo zoando na aula e no final depois de três recuperações ele poderia passar de ano. tudo tão fácil. Ahhhhhhhhhh... se a vida fosse sempre assim tão fácil. Ahhhhhhhh... se a vida sempre tivesse um jeito fácil pra tudo. Ahhhhhhhhh... se a gente sempre tivesse alguém para cumprir as NOSSAS responsabilidades. ahhhhhhhhh........  seria tudo tão mais fácil.


Por fim... a paixão me inspira. Sou movida a paixão. As coisas mornas nunca foram pra mim. Nunca consegui entender como podem existir pessoas que vivem sem paixão. Trabalham, vão pra casa, fazem a janta, olham tv, vão dormir. No outro dia... tudo de novo. Que vida tão sem sentido é essa? cade a emoção? cadê a graça? Cadê a VIDA?????


Eu quero mais da minha vida... eu quero VIDA pra ela. Eu quero amar, quero ser amada. Como diz um texto que amo do Paulo Santanna... eu quero FAZER FALTA. 


Quero fazer algo pelo mundo, pelas pessoas, pelos animais, quero SER alguma coisa que faça alguma diferença. Quero muito mais que existir... quero fazer parte de algo maior.


Quero fazer DIFERENÇA.


Quero me emocionar. Quero me emocionar. Quero me emocionar.


E juntando tudo isso... emoção, fazer falta, fazer diferença... me emociono...rsrs. 


Este mês nasceu o filhinho do Xandi e da Mel. Sabe onde ele começou a ser gerado (no sentido mais puro que pode haver)? Numa festa minha do ano passado.


E o namoro da Paula e o Luciano? No meu aniversário em novembro passado.


Aliás, inúmeros casais se formaram nass nossas festas, inclusive minha irmã e o Rodrigo.


E um outro amigo... que separei (no sentido jurídico, é claro) num mês e no outro, em uma festa minha, conheceu uma pessoa maravilhosa, estão vivendo uma paixão linda já há um tempo e agora tive notícias de que estão "grávidos". Ahhhh... isso emociona.


Saber que tem um dedo seu no destino das pessoas, isso emociona.


E a Fran, que se separou na minha festa de reveillon do ano passado e hj tá quase ganhando o Gabriel. Se ela não tivesse lá naquele dia, será que teria sido este o futuro dela? 


Iiiiiiiii... são tantos casos... tantos casais que ajudei a formar, e uns outros que ajudei a separar (afinal sou humana).


Sei lá... como eu sempre digo, na próxima encarnação vou nascer cafetina e ganhar muito dinheiro....hehehe.


Me emociona me enxergar lá, na história daquela vida. Me pergunto se é destino ou coincidência.


Que dizer da minha melhor amiga ter conhecido o amor da vida dela quando estava comigo? ah... normal. É... seria. Se isso não tivesse acontecido em Joinville, onde ela estava morando havia algum tempo, e eu de visita. Ela já tinha ido muitas vezes naquela boate, nunca tinha visto ele. Mas eu vi. É... eu me interessei por ele. também, o cara era parecido com o Brad Pitt, e é lógico que gamei. Tá, mas o destino neste caso foi mais forte. Nosso carro estragou numa avenida deserta da Cidade. naquela época não tinha celular. e adivinha quem estava no seguindo??? hehehe. Ahhhhhhhh... se o destino fosse sempre tão bom. Eu fiquei sem o gatinho naquele dia, mas minha amada amiga ganhou um namorado, que virou marido, que virou pai de seu filho. Eu ganhei uma amiga feliz e um compadre querido, que adoro muito. E hoje ele nem tá tão parecido com o Brad Pitt assim...rsrsrs. E nem deu para minha amiga a filha loira de olhos claros que tanto eu sonho em ter. Mas deu um menino lindo demais, amado demais, e que é a razão de viver de muita gente. Como posso não me emocionar????


Bahhh... to puxando a sardinha pro meu lado né?


Tá, então tá. Nem tudo são flores. A coisa às vezes fede, e bastante. Tô lá na comunidade do orkut: tenho o dom de fazer merda.


E que dom este com que fui contemplada. 


Mas sabe de uma coisa. Também fui contemplada com um anjo da guarda muito bom, e que cumpre seu papel direitinho.


Quando volto pra casa de madrugada, torta... no sentido literal da coisa, é o meu anjo da guarda que gentilmente dirige pra mim e me trás em segurança pra casa. Já prometi que não vou mais fazer isso... não vou mais beber e dirigir. Mas depois que bebo esqueço até mesmo de quem eu sou, quanto mais do que esta pessoa que não sei quem é prometeu. ahhh.... se todo mundo tivesse um anjo da guarda que nem o meu.


Mas sei, não justifica, e tenho que criar JUÍZO. Vou criar.


Engraçado, falando sobre isso me lembrei do meu irmão esses dias se referindo assim a minha pessoa com 21 anos: ahhh quando tu era velha....


Pô, pior que é... eu com 21 anos era um porre. 


Mas não era chatice, não... era MEDO.


O meu maior MEDO sempre foi sentir MEDO.


Se meu irmão saia de noite eu nem dormia direito... eu tinha medo. Nna real, sempre tive medo de DAR AO OUTRO A SUA RESPONSABILIDADE. Sempre mais fácil achei de cuidar da vida dos outros, guiar os passos dos que eu amava do que dar-lhes o que já era deles: a própria vida.


Talvez se eu guiasse os passos deles eles não caminhariam para longe de mim.


Talvez se eu estivesse no comando, não permitiria que eles ME magoassem.


Ahhhhhhh... quanta loucura.


Eles caminharam pra onde quiseram, eles me magoaram.


São as prisões emocionais.


Eu nunca consegui ir... ainda não quero ir. Quero ficar mais um pouco.


Já mudei bastante. Larguei as rédeas (que me prendiam e não aos outros). Já consigo administrar, um pouco, essa idéia de que cada um tem direito de viver sua vida e, quem sabe, até de ir. Mesmo que eu não queira.


Mas eu ainda tenho que aprender tanta coisa. eu ainda tenho que aprender tanta coisa. Tanta coisa. Tanta.


Preciso aprender a não tomar pra mim a vida dos outros, os problemas dos outros. tenho que aprender a ser mais impermeável aos sentimentos e emoções alheias. Aprender a não sofrer a dor dos outros, pelo menos tão intensamente. Preciso aprender a saber o limite entre a minha vida e a dos que amo. 


Preciso aprender a bater na porta e perguntar se querem que eu entre. Aprender a ser chuva de verão e não temporal.


Aprender a dosar a 'intensidade' das minhas palavras e da minha presença.


Preciso aprender a me aprender. A tomar o poder sobre meus pensamentos, sobre meus sentimentos, sobre meus pesadelos.


Preciso aprender a não acordar chorando de noite, paralisada de terror.


Preciso aprender a parar de me culpar pelo que já não tem jeito.


Preciso aprender a ter paz. 


Queria vencer o que até agora me parece invencível.


Sabe aquele poema que muita gente coloca no seu perfil do orkut: já perdoei erros imperdoáveis, já isso e aquilo.


Taí, nunca vou poder colocar isso no meu perfil.


Eu não perdoei o imperdoável. E para mim imperdoável é a traição. No sentido mais amplo que essa palavra alcance. A traição ao amor. 


Tá... talvez vc que esteja lendo (se é que alguém lê o que escrevo) não consiga entender do que estou falando. Para a maioria das pessoas a palavra traição significa uma coisa tão pequena, que pra mim é irrelevante. Ahhhhhhhhhhh... se traição fosse uma coisa tão simples. ahhhhhhhhh... quem me dera que pra mim traição significasse sexo ou qualquer coisa assim.


Por que pra mim é tão mais forte que isso?


Ahhhh... sei lá.


talvez porque o meu PH não seja neutro.


Sei lá.


Até a próxima...











quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal e TPM ninguém merece!

Gente, prometo que vou escrever, mas no momento estou impossibilitada.


É Natal... e eu estou numa TPM furiosa... mas não estou irritada como quase sempre fico, e sim muito emotiva e chorona, e só eu sei como odeio ficar assim. E além de tudo é Natal... não pode dar boa coisa.


Agora vou na manicure e comprar umas coisinhas (que jurei que não ia comprar). 


Mas não posso deixar de mandar um FELIZ NATAL, muito iluminado a todos os meus amigos. que todos hoje lembrem de agradecer pela oportunidade de estarem com seus amados por mais um Natal, sendo que este é o único e verdadeiro presente.


Um Feliz aniversário para minha querida amiga e tia, Nely Lindner. Que Deus te ilumine e te dê muita saúde, paz, amor, e muitos netos para vc babar, como faz com o Arturzinho. Parabéns tia... seja muito feliz.


bjkass a todos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

São tantas emoções...

Acabei de chegar em casa e no caminho vinha pensando em tudo que eu gostaria de escrever hoje, se não fosse mais de meia noite, se eu não estivesse com sono. Como a inspiração vem fácil quando estou um pouco embriagada, dirigindo à noite, só eu e a música do rádio. E tanta coisa acontecendo. Queria hj ter disposição para falar dos meus sonhos, que me ocupam e atormentam à noite e, às vezes, o dia também. Queria falar do poder do entendimento e do perdão na nossa vida. Queria falar da minha dificuldade em abrir mão dos prazeres da vida em prol de um corpo um pouco mais aceitável. Queria muito falar do espetáculo que vi hj, de como tudo estava lindo e perfeito, de como amei a trilha sonora. Queria falar de como fiquei feliz em ver uma amiga de infância realizada e vivendo o seu sonho, de como ela continua linda e maravilhosa. Queria falar do palhaço, que proferiu as palavras mais inteligentes que eu ouvi nos últimos tempos. Queria falar da noite, das estrelas, da lua. Mas não vou falar nada. Vou dormir. Tô com sono. Amanhã começa tudo de novo, graças à Deus.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

MOLHO AO SUGO - HUMMMM... DELÍCIA


Eu adoro cozinhar... calmaaaaa... de vez em quando, e a chamada cozinha arte...rsrs. nada de cozinhar coisas triviais do dia a dia.


Paixão que herdei do meu pai, mas infelizmente não herdei o talento dele.


Hoje então vou passar uma receita que adoro fazer e adoro comer.


É simples, mas especial... aqueles 30 minutinhos que tu fica mexendo e namorando o molho dá um toque todo especial. 




Experimente:

Ingredientes:
2 cebolas (eu uso a roxa)
3 tomates (eu uso tomati pelatti - aquele que vem em latinhas já sem pele, não dá trabalho nenhum)
5 colheres (sopa) de azeite
3 colheres (sopa) de extrato de tomate
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de açúcar
1 colher (chá) de oregano

Frite as cebolas no azeite, acrescente o sal, açúcar e oregano. junte o extrato de tomate e os tomates picados. Junte meio copo d´agua. Fervura por 30 minutos, acrescentando água a gosto.


Espero que gostem... bom proveito!!!!

SUCO DA NEGUINHA

Esse suco é receita da minha amiga Nega Carla. Quando eu fui para Buenos Aires pela primeira vez e fiquei hospedada na casa dela, duas coisas não podiam faltar: esse suco no café da manhã e uma caipirinha tamanho família antes de dormir. Como é bom.... a gente caí na cama e morre.
Bom, voltando ao suco, pois caipirinha não é muito a minha praia, pelo menos de limão, vamos a receita: (é muito difícil, talvez vc não consiga)


1 suco de laranja de caixinha
morangos
gelo

Bata tudo no liquitificador.

Experimente, vc vai gostar... bjs.
Esse texto é incrível, e tão simples... vê se não é tudo que a gente sente mesmo... eu fui assim por muito tempo, e acho que ainda sou. Demorei muitos e muitos anos para me desligar de um dos maiores amores da minha vida... uma amiga, com quem dividi minha infância, minha adolescência, as descobertas, as risadas, as brincadeiras, as experiências com os primeiros namorados, as festas, os primeiros porres, os karaokes, até mesmo a família, e com certeza o meu coração. Sofri muito com nossa separação. Quando li esse texto não lembrei de uma paixão, mas do amor puro e verdadeiro que senti por essa pessoa que amo demais, e a quem dedico a mensagem de hoje: minha Dani querida... muito mais que uma amiga, nossas vidas, por um bom tempo, se confundiram, e eu nunca mais achei o caminho. Dani, vc existe no que é mais meu: meu pensamento. Saudades de nós.

A DESPEDIDA DO AMOR- MARTHA MEDEIROS Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também. Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós.Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é precisoabrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente. Martha Medeiros 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

PARA UMA AMIGA MUITO ESPECIAL

Nas minhas leituras diárias encontrei este texto, e achei que serve direitinho para uma amiga minha... então, com a permissão da autora, transcrevo abaixo.

Boa leitura!

Anestesia


É acabou. E dessa vez tem sentido de fim mesmo e não de drama de quem espera a volta. Não tem volta. Até porque não existe volta. Existe começar uma nova história, de um jeito melhor, com a mesma pessoa. O que não vai acontecer. De novo. Dá um apertinho no coração afirmar isso... Mas não é dor de perda. E nem saudade. É frustração apenas. Por entender que essas despedidas doídas e esses finais fazem parte da vida e não há como evitar. Ou fugir. Há quem fuja sempre o tempo todo por medo de se machucar. Mas e não se machuca fugindo? E não sente dor por perder, mesmo antes de ter? E não chora sozinho? Nunca? Ah! Então não é gente! É robô, programado pra não sentir. E que dó que dá. Há quem aceite a dor. Quem a esgote de tanto sentir. Quem a esprema até a última gotinha de ácido. Sofre tudo o que tem que sofrer, e um belo dia, sacode a poeira e dá a volta por cima, lindamente! E há quem se condene por ,de novo, estar sentindo a mesma dor, do mesmo jeito que já sentiu e que sabe que passa, mas que não consegue evitar. Eu sou dessas. Não aprendo mesmo, mesmo depois de assistir a essa mesma aula centenas de vezes. Não me convenço de que vai ter começo inebriante, meio entediante e fim torturante. Inevitavelmente. Mas é que a Cinderela dentro de mim acredita que um dia vai ser pra sempre, mesmo achando sempre tempo demais. Ou pelo menos que vai ser enquanto ela quiser que dure e não quando o outro achar que não vale mais a pena. É só birra. Só que dessa vez a dor é outra. É a dor do ponto final. Da certeza. Da realização de todas as profecias que eu mesma fiz nas vezes que discursei minhas agruras pra quem estivesse ao lado, disposto ou não a ouvir, de que um dia essa história seria diferente. Que um dia eu não ia mais querer, que um dia eu ia acordar sem peso no peito, que um dia eu ia dormir sem esperar, que um dia não ia mais machucar, que um dia eu não ia mais chorar e nem me importar e nem precisar desculpar. Porque um dia teria perdido a graça. E perdeu. Minha batalha de Pirro não tem mais exércitos. E o que dói é que nem alívio eu sinto. Simplesmente não sinto. E é esse o motivo desse texto. Depois de infinitas frases e parágrafos, cartas , textos e e-mails, tentando eternizar o que eu achava que era a maior coisa do mundo, eu consigo escrever justamente sobre o desencanto desse amor. Sobre a falta que ele não faz, sobre a saudades que não incomoda, sobre as lembranças que já se confundem no meio de novas histórias, sobre o eterno enquanto dure que de repente acabou. E o que é que dói afinal de contas? Dói só ter consciência de que não fui Julieta, nem Isolda, nem Marília e nem ao menos uma Helena do Manoel Carlos. Dói admitir que briguei tanto à toa, que chorei em vão, que sofri de besta. Que foi só mais uma história e não a história definitiva. Não foi o romance que deveria ser publicado em capa dura. Foi só mais um erro no meio de muitos outros que não enxerguei e tantos outros que ainda vou cometer. O que dói é que o saldo é esse: depois de tudo e tanto, agora é só nada.

AMENIDADES


por Maria Caroline

http://amenidadespormariacaroline.blogspot.com

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Closer - Perto Demais



Pois é... já fiquei uns dias sem escrever. Daqui a pouco abandono meu pequeno 'blog'. Capaz, brincadeirinha. Enquanto estou 'montando' esse meu cantinho, vou transcrevendo algumas postagens do meu antigo blog. Eu gosto, assim acabo lendo tudo de novo, pensando a respeito. Verdadeira terapia. Qualquer tópico desses vou falar das minhas 'terapias', inclusive da de verdade...hehe.


Mas falando em 'ler tudo de novo', me lembro esses dias que estava falando que ainda quero viver muita coisa, criar muita coisa, fazer história ainda. que é muito cedo para ficar vivendo de recordações. Daí veio o tapa na cara. Me disseram:"Paulaaaaaa, tu vive de fotografias amareladas".


Ai que meleca... que grande meleca.


Por que tem que ser assim, pra que tanta contradição dentro de uma só pessoa?


Simmmm... eu quero viver muito e muita coisa. Quero ousar, quero voar, sentir o vento no rosto dentro de um carro a 180 km/h. Simmmm... eu quero o novo de novo e de novo. Eu quero passar em ruass que nunca passei, por pessoas que nunca conheci, por histórias, por vidas. Quero ser parte de um mundo... deixar minha marca neste mundo e na caminhada de uns poucos, pelo menos. Não quero ser em vão... não quero me esvair em mim. Quero viver por muito tempo depois que eu me for, na lembrança e no imaginário de quem tenha motivos para lembrar de mim. Eu não quero morrer comigo. Eu quero ficar.


Então... quero o novo, quero olhar pra frente e caminhar. Mas já não quero...


Estão de volta as velhas fotografias amareladas.


Não quero mais ser nada... JÁ FUI. Só quero voltar. Como eu disse esses dias, de vez em quando dá vontade de voltar pro útero. Quero voltar... a ser filha, a ser neta, a ser criança, a ser adolescente.


Quero voltar a ir pra escola, voltar pro recreio, pros amigos, pros lanches do barzinho da escola, pro meu caderno bagunçado, pro meu pai me esperando lá fora pra me levar pra casa, perguntando: tirou dez né? E depois almoço, e depois brincar, ver novela vale a pena ver de novo, ou sessão da tarde ou ir correr rua com os amigos. quem sabe jogar carta? canastra? ou dar trotes no telefone do tipo: tem um fuca verde ai na frente? ahhh... então já amadureceu...hehe (que graça a gente achava nisso??). Daí já era de tardezinha... amigos reunidos na esquina, vamos jogar volei, taco, fiutebol? brincar de esconder (esse eu adorava - sempre rolava uns beijinhos nos esconderijos). Quem sabe ligar o toca fitas e cantar "annaaaaa banana..." hehehe. 


Aiaiaiaiiii... essas fotografias amareladas.


E se eu lembrar do cheiro da casa da minha avó? ai que vontade de ficar lá... como é seguro um colo de vó. Aquele refúgio gostoso, aquele lugar que vc pensa que sempre vai existir. Aquelas pessoas que te amaram desde que vc se conhece por gente. Naquele momento e naquele lugar vc é especial... protegido por uma casa que sempre existiu, por um amor que sempre existiu. Ahhhh.... como é dificil aceitar que aquele "tudo" que vc sempre soube ser simplesmente "amarelou".


Ahhhh... como é difícil amarelar.


Sei... um dia tudo vai "amarelar". Mas não é porque sei que fica mais fácil.


Enfim, se não tem solução, que amarele mesmo. Só sei que quero, e vou ter, muitos e muitos álbuns de fotografias amareladas (ou não). 


Vai ver por isso minha paixão pela fotografia. Pena que a essência é tão difícil de ser fotografada.


Pois é pois é... acabei divagando quando minha intenção era tão somente falar que eu, quando gosto de uma coisa, gosto.


Sou aquela chata... ouço mil vezes a mesma música, leio umas trinta vezes o mesmo livro, vejo trocentas vezes o mesmo filme... até gastar. Como disse uma vez "até ouvir o que aquilo tem pra me dizer".


E com o filme "closer" foi assim. Era madrugada, insone. Sessão de gala ou corujão, sei lá... mas foi "por acaso", foi na TV. Não escolhi... aconteceu.


Não sei quantas vezes já vi esse filme, mas muitas. A primeira vez que vi, só ouvi... a música. 


Como pode uma música definir tão bem o sentimento, a dor de uma pessoa? que música...


e eu, que amo "projetos" bem montados, amei aquela forma louca de fazer um filme... como se fosse a música que o guiasse. Como se toda a história contasse apenas as estrofes daquela música. E, apesar disso... tudo tão louco, tão pulado, tão pontual.


Não são os personagens que conversam... são seus sentimentos, seus medos, seus anseios, seus desejos. 


Não existe história a ser contada... é um filme pra sentir.


É um filme pra ouvir, a música, os sentimentos e a nossa emoção.


Eu diria... um filme pra se ver sozinho. Só vc e a sua emoção. Um momento pra conversar com seus medos e seus anseios. 


Com certeza é um filme que muitos não gostaram ou gostarão. É um filme que te pergunta: "QUAL É O SEU NOME?"


ENTÃO, PORQUE EU AMO ESTE FILME... vou anexar abaixo algumas crônicas sobre ele, que eu guardei, e que leio sempre. E minha emoção sempre encontra novas frases, novas palavras, novas perguntas e novas interpretações. 


E espero que a sua tbm. Boa leitura.


"Martha Medeiros - Jornal O Globo - 20/02/2005 Interrompendo as buscasASSISTINDO AO ÓTIMO "CLOSER - Perto demais", me veio à lembrança um poema chamado "Salvação", de Nei Duclós, que tem um verso bonito que diz: "Nenhuma pessoa é lugar de repouso". Volta e meia este verso me persegue, e ele caiu como uma luva para a história que eu acompanhava dentro do cinema, em que quatro pessoas relacionam-se entre si e nunca se dão por satisfeitas, seguindo sempre em busca de algo que não sabem exatamente o que é. Não há interação com outros personagens ou com as questões banais da vida. É uma egotrip que não permite avanço, que não encontra uma saída - o que é irônico, pois o maior medo dos quatro é justamente a paralisia, precisam estar sempre em movimento. Eles certamente assinariam embaixo: nenhuma pessoa é lugar de repouso. Apesar dos diálogos divertidos, é um filme triste. Seco. Uma mirada microscópica sobre o que o terceiro milênio tem a nos oferecer: um amplo leque de opções sexuais e descompromisso total com a eternidade - nada foi feito pra durar. Quem não estiver feliz, é só fazer a mala e bater a porta. Relações mais honestas, mais práticas e mais excitantes. Deveria parecer o paraíso, mas o fato é que saímos do cinema com um gosto amargo na boca. Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas ¿ sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo "leve dois, pague um", também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas. Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Quando se está há muitos anos com a mesma pessoa, há grande chance de ela conhecer bem você, já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso? Longas relações conseguem atravessar a fronteira do estranhamento, um vira pátria do outro. Amizade com sexo também é um jeito legítimo de se relacionar, mesmo não sendo bem encarado pelos caçadores de emoções. Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor."




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Longe da comédia romântica, “Closer” traz-nos a tragédia do amor, numa rede apertada de ciúme, desejo e traição.
Dan (Law), um escritor falhado que escreve obituários, cruza-se com Alice (Portman), recém-chegada dos Estados Unidos, no meio de uma rua de Londres. Amor à primeira vista. Mas, como diz o subtítulo, se acreditamos nesse amor instantâneo, nunca iremos parar de olhar. E é isso que acontece. Passado uns meses, Dan conhece Anna (Roberts) numa sessão fotográfica e esse é o início de um trágico desmoronar de valores.
À semelhança do encontro de Dan e Alice, o de Anna e Larry (Owen), motivado por uma confusão de identidades através de um chat de Internet, é também ele metafórico, no que respeita à ignorância e ao engano de que serão alvo, pelos outros e também pelos seus próprios sentimentos.
A verdade é constantemente evocada, e aparece muitas vezes misturada com uma crua honestidade, sem compaixão. Mas nenhum deles é sincero, a não ser na sua infidelidade. Anna procura a verdade, mas adia-a repetidamente (aliás, a inércia do personagem será talvez o ponto mais fraco desta história). Larry joga com os sentimentos dos outros para conseguir o que pretende: Anna. Dan exige a verdade, mas mostra-se ressentido quando a encontra. Alice, habituada à ilusão na sua profissão de stripper, parece ser a única que assume e luta pelo seu compromisso, fiel ao amor que sente.
Como a maioria dos filmes interessantes sobre sexo, a adaptação da peça de Patrick Marber, é sobretudo conversa. Um poderoso diálogo, expressivo em termos sexuais e tão vivo que nos pode esgotar. Mas de uma força dramática que pode bem abster-se de recorrer à montagem fácil de um jogo de lençóis. O sexo verbal que domina o filme é vigoroso, compulsivo, por vezes doloroso e ocasionalmente divertido.
Nichols fecha os planos nas caras dos actores, para que vejamos a dor e o sofrimento de perto. Evidencia o desequilíbrio com cortes cronológicos na narrativa (de meses e até anos), que nos são indicados apenas no diálogo. Com efeito, muita da acção decorre fora do ecrã, nesses espaços de tempo. Vemos as causas e as consequências apenas. Como fotografias coladas.
Por isso os personagens aparecem algo abstractos, sem família, amigos, passado ou futuro. Fica a sensação de que todos vivem num constante tumulto emocional e que só existem em relação a cada um dos outros. Apesar disso, o trabalho de representação é bastante consistente. Mas se tivesse de salientar alguém, seria Owen, talvez por ter o personagem mais denso.
“Closer” fala sobre pele: afinal de contas, existe uma stripper e um dermatologista (Larry). A pele como elemento de contacto com os outros, a pele como protecção e como barreira. Mas uma das cenas mais fortes do filme, que se desenrola no local de trabalho de Alice, é mais memorável pela nudez emocional de Larry do que pela nudez física de Alice. Quanto à pele do espectador, essa fica a cargo da voz de Damien Rice, no belíssimo tema The Blower’s Daughter.
Ao contrário das histórias românticas habituais, “Closer” tem a virtude da imprevisibilidade. Como a vida, como o amor. Nem um nem outro isentos de dificuldades, de dores, de culpa. Quanto mais perto chegamos de alguém, maior a probabilidade de nos magoarmos. Mas valeria a pena viver as coisas de outro modo?






DAMIEN RICE







The Blower's Daughter







And so it is



Just like you said it would be



Life goes easy on me



Most of the time



And so it is



The shorter story



No love, no glory



No hero in her sky







I can't take my eyes off of you



I can't take my eyes off you



I can't take my eyes off of you



I can't take my eyes off you



I can't take my eyes off you



I can't take my eyes...







And so it is



Just like you said it should be



We'll both forget the breeze



Most of the time



And so it is



The colder water



The blower's daughter



The pupil in denial







I can't take my eyes off of you



I can't take my eyes off you



I can't take my eyes off of you



I can't take my eyes off you



I can't take my eyes off you



I can't take my eyes...







Did I say that I loathe you?



Did I say that I want to



Leave it all behind?







I can't take my mind off of you



I can't take my mind off you



I can't take my mind off of you



I can't take my mind off you



I can't take my mind off you



I can't take my mind...



My mind...my mind...



'Til I find somebody new

Obrigada por sua visita

Obrigada por sua visita
Volte sempre! bjs Paula