quarta-feira, 31 de março de 2010

CORAGEM

Hj tava vendo o programa da Ana Maria Braga de manhã e eles estavam falando sobre a eliminação do Cadu, em terceiro lugar no BBB10.
Até ontem o Cadú era, na opinião de muitas pessoas, o candidato mais provável a ganhar um milhão e meio. O bonitão era querido dentro da casa e fora dela. Nunca havia participado de nenhum paredão. Aparentemente não tinha (ou tem)  muitos defeitos e tem uma beleza plena, um corpo malhadíssimo, um rosto, um conjunto, tudo perfeito.
Mas pq Cadú não ganhou o BBB10? E, pior, pq Cadú perdeu para Fernanda, que não tinha a simpatia do público, tendo sido até chamada de "samambaia de BBB", pois estava ali só para fazer figuração.
Concordo com a resposta da Preta Gil e dos demais que estavam discutindo o assunto: FALTOU CORAGEM! 
Faltou coragem de ir pro combate... faltou coragem de se testar... de enfrentar o inimigo... faltou garra, faltou luta.
Muito cômodo para qualquer pessoa é ficar sempre a margem dos conflitos, e, melhor ainda, fora deles.
O Dhimi foi mais macho que Cadú... pois disse várias vezes: EU QUERO IR PRO PAREDÃO COM O DOURADO.
Dourado também várias vezes disse que queria ir para o paredão com seus adversários. Dourado deu a cara pra bater, e por isso levou muito mais que um milhão e meio. Com sua vitória no BBB, Dourado mudou o curso de sua própria história... deixando pra trás o estigma de PERDEDOR e SOFREDOR, para se tornar uma personalidade capaz de arrastar multidões.
Acho que poucas vezes na história do BBB viu-se uma torcida tão marcante e tão empenhada quanto a de Dourado. Sua maior fã, Débora Secco, o defendia com unhas e dentes após cada paredão. A torcida se manifestava de várias formas: faixas em jogos de futebol, comunidades no orkut, etc..
Acho que na real o que todo mundo queria era ver um PERDEDOR vencendo o BBB10.
Uma coisa é certo: O PH DE DOURADO NÃO É NADA NEUTRO!!!

terça-feira, 30 de março de 2010

Sou assim? sei lá...


Este era meu perfil antes de maio de 2008, então deve fazer uns 2 anos mesmo que escrevi o texto. Na falta de inspiração vou repetindo o já escrito mesmo. Mas acho que de uma forma ou de outra continuo pensando da mesma maneira, apesar de andar mais devagar (será que meu PH está ficando neutro??? Não... nuncaaaaaaaaaaaaaaaa) Sei lá... hj tô meio meio. Amanhã volto com um humor melhor. bjkass


*Sou amiga, meu melhor papel nesta vida!!! Tenho certeza de que vim ao mundo para ser amiga de alguém, de muitos, de quem quiser minha amizade. Quero "fazer falta" aos meus amigos, como eles sempre me fazem. Não quero abrir mão de nenhum amigo... isso dói!




*Sou filha, o papel que mais gosto: ser mimada, ser amada, ser cuidada, ser paparicada, ser motivo de orgulho para a pessoa que mais amo neste mundo, meu paizinho. Amo ser sua eterna filhinha preferida. Ele é meu tudo, não só me mostrou o caminho como tá sempre segurando minha mão nesta travessia (não larga nunca tá pai? não consigo imaginar minha vida sem vc! te amo mais do que tudo!)




*Sou irmã. Se existem almas gêmeas neste mundo somos nós. As gêmulas, as irmãs Holz, como quer que nos conheçam, somos sempre unidas no amor que temos uma pela outra. Minha irmã, tenho certeza de que não viemos parar neste tempo/espaço à toa, sei que vim para te encontrar, para seguir contigo nesta vida e nas outras que virão. Não posso crer que nada nos separe, nunca! Nosso nó tá bem atado. Nós duas juntas já somos uma multidão. Te amo com todo o meu amor. Continua cuidando de mim???




*Sou esposa. Papel que nunca sonhei em desempenhar, nunca achei que pudesse ser, que tivesse competência para tal. Mas cá estou eu, acreditando que casamento é bem mais do que o romantismo faz crer, que casamento é amor, companheirismo, amizade, paixão, cumplicidade e doação. Meu marido é uma benção na minha vida, assim como sou na dele. Nosso amor é tão forte, tão esclarecido, tão seguro, tão firme, que segura nossa relação há quinze anos(HOJE DEZESSETE). Nossa liberdade é o que nos une. Achei uma pessoa que "embarca" nas minha maluquices, nas minhas pirações, nas minhas "teorias" loucas. Uma pessoa que sempre me apoia, me incentiva, me ama, e às vezes só me ouve, só me dá o ombro pra chorar, só me dá o colo que preciso, só está ali... deixando eu sofrer das dores de ser eu.Amor, perdoa eu ser a péssima dona de casa que sou, mas nada pode ser perfeito...rsrsrsrs. E obrigada por cuidar de mim, dos nossos totós e do nosso lar. Desculpa minhas ausências, minha necessidade de estar sempre em movimento, quer dizer, na rua...rsrsrs.




*Sou festeira: já estive no fundo do poço, mas como digo: no fundo do meu poço Deus colocou uma mola. Aprendi a dar valor à vida. A viver cada dia como se fosse o último. Às vezes sou afoita, me esparramo toda, querendo tudo a todo tempo, querendo na real parar o tempo, pra dar tempo de curtir tudo... afobada. Minha vida é uma festa, todos os dias faço minha vida valer a pena. Todos os dias me pergunto se estou fazendo por onde toda a vida maravilhosa que tenho. Todo dia me pergunto se fiz o bem, se tirei um sorriso de alguém, se toquei alguém, se fiz alguém se sentir melhor e mais feliz.




*Sou apenas alguém que quer ser feliz... sem passar por cima de ninguém, sem querer nada de mais e tudo ao mesmo tempo, e acima de tudo alguém que quer poder ser EU MESMA, e viver da maneira que acredito me fazer feliz. Por que isso parece agredir às pessoas? Não tô entendendo... que preço alto que tenho que pagar para apenas SER FELIZ!E vou lutar até o fim pelo direito de me sentir VIVA. Já vivi no escuro, agora só quero luz, ser e estar na luz. Só risos... chega de tristeza. Quero respeito!Não pretendo ser o marco divisor de nada e de ninguém. Só quero poder amar e ser amada. Hj é a minha última chance de ser feliz agora.

Caquinhos do que eu gosto


"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas que eu me lembre. Sou paciente mas profundamente colérico, como a maioria dos pacientes. As pessoas nunca me irritam mesmo, certamente porque eu as perdôo de antemão. Gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo. Nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca tivessem entrado? (...) Tenho uma paz profunda, continuou ele, somente porque ela é profunda e não pode sequer ser atingida por mim mesmo. Se fosse alcançável por mim, eu não teria um minuto de paz.. Quanto à minha paz superficial, ela é uma alusão à verdadeira paz".
Clarice Lispector


"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros."
Caio Fernando Abreu

'Na vida, as coisas mais doces custam muito a amadurecer. Mas isso é pensamento de gente grande, deixa pra lá.'
Caio Fernando Abreu

"Quero uma primeira vez outra vez.
Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meu dias..."


(Martha Medeiros)


Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.
Confúcio

"E, se hoje, isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes." - Fernanda Young



sábado, 20 de março de 2010

CLARICE LISPECTOR - EU AMO




"Eu sou sim. Eu sou não.
Aguardo com paciência a harmonia
dos contrários.
Serei um eu, o que significa também vós."


"E SE ME ACHAR ESQUISITA, RESPEITE TAMBEM. ATE EU FUI OBRIGADA A ME RESPEITAR".

"Eu não tenho enredo. SOU INOPINADAMENTE FRAGMENTÁRIA. Sou aos poucos. MINHA HISTÓRIA É VIVER. E eu só sei viver as coisas quando já as vivi. Não sei viver, só sei lembrar-me."

"...a única verdade é que vivo. Sinceramente eu vivo.
Quem sou? Bem, isso já é demais.
É curioso como não sei dizer quem sou.
Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer.
Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento
em que tento falar não só não exprimo o que sinto
como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."

" Não se preocupe em entender.
 Viver ultrapassa todo entendimento.
  Renda-se, como eu me rendi.
   Mergulhe no que você não conhece
    como eu mergulhei.
     Eu sou uma pergunta."

“ Eu sou antes, eu sou sempre, eu sou nunca."

"Nada existe de mais dificil do que entregar-se ao instante.Esta dificuldade é dor humana...É nossa!Eu me entrego em palavras."

"Tenho várias caras. Uma é quase bonita,
outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo".

"E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher.
E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios."

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca".

"O pecado me atrai, o proibido me fascina"

"Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado.
Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação:
quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

“Não é à toa que entendo os que buscam caminho. Como busquei arduamente o meu !
E como hoje busco com sofreguidão o meu melhor modo de ser, o meu atalho, já que
não ouso mais falar em caminho...
.....Mas o atalho com sombras refrescantes e reflexo de luz entre as árvores,
O atalho onde eu seja finalmente eu, isso eu não encontrei."

"...o resto era o modo como pouco a pouco eu havia me transformado na pessoa que tem o meu nome. E acabei sendo o meu nome."

(Clarice Lispector)

sexta-feira, 19 de março de 2010


|
A
 vida inteira para me achar|
|Só para me perder no fim... |

terça-feira, 9 de março de 2010

Oração a si mesmo...


Pois é... quero escrever mas estou tão cansada que dói só em pensar. Tô aqui, tentando relaxar, mas não consigo. Minha cabeça fica rodando em tudo que eu tenho pra fazer e não tô a fim. 

Essa coisa de querer fazer tudo ao mesmo tempo às vezes não dá certo. Meus amigos sabem que estou começando a organizar a minha Festa Ploc, e, mesmo eu fazendo isso por puro amor, no início é muito desgastante. Sei que a maioria das pessoas nem imagina o que é organizar um evento, e até devem achar que é tudo muito fácil. Um dia vou escrever um manual de como se fazer uma festa. De repente fique mais fácil.

Só para dar noção do que é: a data da festa é uma briga... tem que ver se é perto de feriado, se é perto de outra festa, se é quando o pessoal tá com grana, se o salão está desocupado, se não temos nenhum outro compromisso, e assim vai. Daí se escolhe a data e tem que fazer o ingresso para mandar para gráfica (eu que faço), tem que correr atrás da sonorização, iluminação, decoração, banda, decidir o que vai se oferecer de guloseimas, escolher e contratar. Decidir quem vai trabalhar, entrar em contato com as pessoas. Cuidar da fantasia da recepcionista, da nossa. Correr atrás de patrocínio para pagar tudo isso. Correr atrás de divulgação. fazer orkut, add as pessoas (que não é tão fácil assim), fazer flyer (sou eu que faço tbm). Distribuir os convites nos postos de vendas e fazer a organização do caixa e do controle dos ingressos vendidos. Ver os itens que nós faremos na decoração, como toalhas personalizadas. E tem a seleção musical, o vídeo que vai rolar no telão...etc etc etc e tal. Só sei que não é tão fácil assim, pois somos em duas e contamos com ajuda, mas tudo dependendo do nosso ok. Portanto, só de pensar já fico cansada.

E na semana da festa ficamos quase todos os dias até tarde da noite arrumando tudo no salão.

Por isso, no dia da festa eu tiro o meu dia de princesa e passo o dia no salão. 

Mas como tava dizendo, tô exausta hj, pq além das coisas da festa estou ajudando a organizar um evento para arrecadar verba para castração dos cães, que vai ser realizado pelo grupo de proteção aos animais que minha mãe faz parte. E tenho que fazer a arte das camisetas, e os folders de divulgação. Sendo que eu não sei mexer nesses programas de edição de imagens, sei somente ou até menos do que o básico.

Fora isso, sou advogada durante o dia. E filha, e irmã, e esposa, e às vezes até dona de casa. 

E sempre tem os pedidos das amigas para ajudar nisso ou naquilo, ou então, o melhor, um convite para uma gelada no final da tarde (que invariavelmente se estende por toda noite).

Ah, e não posso me esquuecer... tem meus médicos e exames e diabo a quatro para tentar me curar da minha urticária, ou da minha recente anemia (que ridículo uma mulher enorme como eu ter anemia...socorrooooo), ou qualquer outra frescurite que me ataca de vez em quando...

E com tudo isso, minha vontade é só de ficar na cama e dormir. Além que daqui a pouco já tô com vontade de correr rua e ir pra algum buteco com minhas amigas. 

Pois é, mas como estou aqui, desfrutando do silêncio divino de estar só, fui remexer na minha "caixinha" e encontrei esta oração que vai abaixo.

Peguei tantas coisas pelas quais realmente rezaria hoje.. Então decidi rezar com vocês. amém.

Oração a si mesmo...

Que eu me permita olhar, escutar e sonhar mais. Falar menos. Chorar menos. Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm e não a inveja que penso que têm. Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.

Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e comigo morrem por eu não os conhecer.

Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis; Aqueles que morrem e ressuscitam: A cada novo fruto, A cada nova flor, A cada novo calor, A cada nova geada, A cada novo dia. Que eu possa sonhar o ar, Sonhar o mar, Sonhar o amar, Sonhar o amalgamar.


Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela, ouve e só ela, responde).

Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.

Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.

Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.

Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.

Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo: que eu não tenha medo de meus medos.

Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis e desperte com o coração cheio de esperanças.

Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência, sábio dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas (que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).


Que eu possa amar mesmo sem ser amado, fazer gentilezas quando recebo carinhos; fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.

E... que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.

Texto de Oswaldo Antônio Begiato

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Não sei como não tinha postado este texto ainda.... sou apaixonada por ele



Como já disse, sou pessoa de ouvir mil vezes a mesma música, ler mil vezes o mesmo livro, assistir mil vezes o mesmo filme, relembrar mil vezes um momento mágico ou engraçado, ou mesmo ridículo, chorar mil vezes pela mesma coisa (e não adiantar nada), sofrer mil vezes a mesma dor... pois é... sou dessas.

A cena da vida vai rodando e aquela coisa que eu ouço, leio, vejo, penso mil vezes tem sempre uma conotação diferente. Mas eu sou assim... embora goste de ser surpreendida, de viver novas emoções, de ser uma pessoa diferente de vez em quando, no fundo, lá no fundo, sou conservadora e tradicional. 

Quando vejo as pessoas falando mal de alguém, ou julgando, eu costumo dizer: cavando cavando, lá no fundo ela é uma pessoa boa, bem no fundo, mas é. Pois ninguém é todo bem ou todo mal, depende sempre do ângulo.

E hoje, tava lendo meus textos antigos, guardados sempre "na minha caixinha", que não é física, mas é "minha caixinha de guardados", e achei este texto. Jurava que tinha passado ele para o blog, porque sou apaixonada por este texto. Amo, amo, amo... amo mesmo. Porque fala de tudo que sinto, pelo que sofro, por quem me faz falta, para os quais eu faço falta, por quem um dia me fará falta, e por quem nem mesmo chegou e já me deixou um vazio tão grande.

FAZER FALTA... fazer falta... fazer falta

Acho que é isso que quero pra mim... quero fazer falta, e não só quando morrer... não!!! Quero fazer falta agora.

Mas não um fazer falta onipresente, asfixiante, sufocante. Quero fazer falta suavemente como uma brisa de primavera, como um toque de carinho no rosto, delicadamente como um beijo da criança amada.

Quando exponho minhas idéias sobre relacionamento, geralmente ninguém concorda comigo. Minhas amigas dizem: ahhhh como eu queria ter um homem que vivesse por mim, que fizesse tudo pra mim, que pensasse só em mim. E me julgam afortunada por ter um homem que se doa tanto. Não que eu não seja afortunada, com certeza sou, mas sempre cultivei em meu marido o amor próprio, a vida própria, objetivos individuais e totalmente diferentes dos meus. Sempre o incentivei a sair com amigos, a ter o dia para jogar sinuca, a ir a festas sozinho, a ser uma PESSOA, desvinculada de mim... a ter seus compromissos sociais, e até a ter amigos com os quais não me relaciono.

E quando ele está na rua, em festas, bares, na casa de amigos, ou trabalhando, estudando, o que for, sendo uma pessoa neste mundo, sei que ele está sentindo minha falta. Porque estou dando a oportunidade a ele de sentir isso.

Da mesma forma ele sempre me faz falta... porque sei que ele é o meu porto seguro, a pessoa que me entende, entende meus medos (e esse é o pulo do gato), e sei que de uma forma ou de outra nos braços dele encontrarei abrigo. Ter o colo de quem entende teus medos, sem que vc precise explicá-lo é uma sensação muito boa. E olha, sou uma pessoa com medos ridículos e outros nem tanto, mas um tanto exagerados.

Uma coisa que acontece pouco, mas que já aconteceu... eu entrar em pânico. Tem coisa pior que entrar em pânico e não ter para quem correr?

E medo de tubarão? hehehe... alguém já ouviu falar de uma pessoa ter medo de tubarão mesmo estando em uma piscina? hehehe...rsrsrs. Esse medo realmente é ridículo, mas eu tenho. Principalmente se estou tomando banho de piscina à noite... sozinha então bah, até já tentei. Naquelas noites muito quentes em que, para variar, faltava energia elétrica, e não tinha como suportar os mosquitos, eu até tentava ficar o maior tempo possível dentro d'água... mas não dava, o medo de tubarão falava mais alto...hihihi. ridículo.

E medo de dormir com a luz desligada? passei mais de dois anos dormindo com luz ligada, primeiro a luz principal, depois abajur, depois foquinho na tomada... gradativamente. E se faltava luz durante a noite eu acordava, pegava minha lanterna colocada ao lado da cama SEMPRE, e ia dormir com meu pai, sob protestos da minha mãe (que que essa burra velha quer na nossa cama... vai dormir guria... e coisas muito piores eu ouvia). Mas meu pai me dava um canto, me abraçava, e eu lá ficava até voltar a luz.

E medo de colocar  o pé ou os braços para fora da cama? tudo tem que ficar nas linhas que delimitam o colchão....hehehe... loucura total.

Mas os medos que narrei acima não são nada, nadica de nada, comparados com os meus verdadeiros medos. Aqueles medos que a gente nem expressa em palavras "por medo". Esses são cruéis. E alguém tem que saber deles, para poder proteger você de você mesmo, proteger você da sua pessoa com medo, do que essa pessoa sente, do que essa pessoa faz.

Eu, graças ao bom Deus, tenho duas pessoas no mundo que conhecem meus medos quase tão bem quanto eu... minha irmã e meu marido. E por eles conhecerem tão bem meus medos, eles já vão me perdoando antes mesmo de eu pedir perdão. Já vão me desculpando e pedindo desculpas por mim. 

Esses medos escurecem minha mente, meus pensamentos, minhas emoções. Esses medos me colocam contra parede a todo instante. Eles me provocam, me oprimem, me chamam pra briga. E eu sei brigar tão pouco... tão pouco. Taí... esses medos me enfraquecem. me sensibilizam, me fazem frágil como eu geralmente não sou.

Mas vou parar de falar em medos e falar do que realmente vim falar, sobre fazer falta. Vamos ao texto então. 






Paulo Sant'ana

Fazer falta

Estava me dizendo ontem no fumódromo, onde se dizem e se sentem todas as coisas, a minha amiga Grazielle Badke, que chorou no dia em que ouviu no rádio a notícia da morte de George Harrison, o guitarrista dos Beatles, tão penetrante era em sua pele e em seus aurículos a melodia e a letra da sua célebre Something.O que minha amiga queria me dizer é que, quando ouviu aquela notícia da morte de Harrison, teve a certeza de que sentiria para sempre falta dele em sua vida.
***
Uma vez escrevi aqui que o único dever que temos na vida é fazermos com que os outros sintam falta de nós.Quando corro para tomar o café da manhã com um amigo, isto quer dizer que sinto falta dele. E se corro várias vezes para tomar o café da manhã com esse amigo, então mais do que necessário, esse amigo é-me imprescindível.
***
Quando morrem as pessoas que nos são imprescindíveis, sentimos ainda mais falta delas.Mas o lindo é quando temos ao nosso redor, em contato todos os dias conosco, uma pessoa que amamos - e temos nítida noção de que sentimos profunda falta dela sempre que ela se afasta de nós, por dias, quando ela viaja ou nós viajamos, por minutos, quando ela sai da sala por qualquer motivo e já nos deixa repletos de saudade.Noção da falta que eventualmente nos causa em vida.
***
Isto é que é ser útil! E, mais que útil, transcendental: é incutir nos outros a nossa falta.Se me quiserem fazer um elogio inesquecível - e se dele eu for merecedor - , quereria que me dissessem que faço falta para os que o dizem.E se quiserem me fazer um elogio para além da minha vida, um elogio póstero de valor incalculável, escrevam na minha lápide: "Aqui jaz alguém que está nos fazendo falta".Um simples, mas colossal elogio.
***
Eu só peço a Deus que nunca me dê susto ou pesadelo que consista em afastamento, distanciamento ou perda de pessoas que me fazem falta. Nunca. Nunca mais, tanto já me fez sofrer por isso.
***
Pelo contrário, peço a Deus que sempre me dote de mais e mais pessoas a meu redor que me façam falta. Os tais imprescindíveis.Eu sei que os imprescindíveis são raros, mas por assim o serem é que quero encontrá-los em minha bateia, os que ainda não achei - e mantê-los em meu relicário, os que já possuo.
***
Nunca me afaste Deus de todos os que me dão ainda força para continuar vivendo. Nunca me afaste Deus dos que me entendem, dos que me toleram, dos que me perdoam, dos que me dizem coisas incentivadoras, dos que juram com sinceridade que me querem sempre a seu lado, dos que me garantem que para mim não falta pouco e a nossa vida em comum será, como por vezes tem sido, cheia de felicidade.Esses são os que me fazem falta e o meu sonho e a minha utopia é que eu lhes faça falta.
***
Enquanto houver os que me fazem falta e enquanto porventura eu fizer falta a alguém, esta é a garantia de que fiz e estou fazendo jus à vida.E que Deus me torne cada vez mais forte e talvez inquebrantável para continuar talvez fazendo falta a alguém, tomando para isso a providência permanente e perpétua de não afastar de mim os que me fazem falta.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

AUTO IMUNE

Sabe quando uma palavrinha entra na sua vida e parece aparecer toda hora sem ser chamada?

Pois é... AUTO IMUNE, tô tentando entender um pouco disso, mas é complicado... o próprio corpo gera anticorpos para destruir algo que faz  parte dele. Como pode isso? Coisa mais estranha.

Algo em meu cérebro está determinando que meu corpo ataque algo que faz parte de mim, e da qual necessito pra viver. Mas que diabo, pq? e nem é o meu coração... sorte ou azar?????

Me vem a mente um pensamento: eu mesma quero me destruir.

Daí, na ânsia de entender melhor o que está acontecendo comigo, nas inúmeras leituras que achei sobre o assunto, vejo a seguinte explicação (que me parece vir de um livro idiota, de quem não tem nada melhor pra escrever ou pra ler):


"Tireóide

Significa que a pessoa chegou a um estado psicológico em que é capaz de acreditar conscientemente em sua inferioridade, sente-se humilhada por tudo e perdeu a capacidade de manter o otimismo. Acredita que nunca terá a felicidade que almeja e que não poderá, jamais, fazer o que gosta e o que precisa. 
Crie, em sua mente, a possibilidade de você estar fazendo aquilo que mais gosta. Tenha em seu peito a sensação de estar se realizando plenamente. Seja imaginativo e faça brotar em seu coração as sensações que mais deseja. 
Isso é fato: não tenha medo de imaginar, pois ninguém pode "tirar-lhe" os pensamentos e pessoas normais não podem ler os seus segredos. Mesmo que os leiam, não podem interferir nos seus desejos. 
Saiba que saomos livres desde que nascemos e que, com o passar do tempo, nós mesmos tolhemos nossos potenciais por falta de habilidade de viver. 
Comece já a ter fisionomia alegre e positiva. Dificilmente a sua cura cairá do céu, sem que você tenha que se empenhar em um esforço mental positivo. Ajude a natureza para que ela o ajude a equilibrar suas emoções e, conseqüentemente, a sua tireóide. 
Exercícios respiratórios são importantes para o fortalecimento e equilíbrio das glândulas. (...) as emoções são as verdadeiras responsáveis pelos distúrbios hhormonais. É muito pouco ficar apenas com a explicação médica: vá fundo ao seu interior e você verá que todas as doenças são causadas pelo impulso nervoso do cérebro que, como já disse antes, manda constantemente agentes químicos para a realização de tarefas no organismo. (cont...)


Pois é... daí fiquei ensando: se a coitada da minha tireóide depender do meu equilíbrio emocional... tadinha.


sábado, 23 de janeiro de 2010

MEMÓRIA (OU FALTA DE)

***

Primeiramente queria agradecer pelos elogios lindos e verdadeiros que recebi da amiga Mary em relação ao meu blog. Só por eles já valeu a pena a exposição dos meus pensamentos.

Esses dias uma pessoa me disse: tu deveria ser mais transparente.

Mas peraí... MAIS transparente? socorrooooooo.

Logo eu, que me exponho tanto quando falo o que sinto, o que penso, o que sou. Não quero ser mistério ou dúvida. Como digo, a história comigo é mais "papo reto" mesmo. Nada de ficar me fazendo. Não sou assim, sou objetiva e aberta. Quer saber? me pergunta e terás uma resposta (ou não).

Como alguém disse, ou quis dizer, uma vez: cada um sabe a dor e a alegria de ser quem se é. E eu sou assim. Levo na cabeça, levo, levo e levo... e não adianta, continuo a ser esta pessoa com a língua maior do que o cérebro. Aquele filtro que fica entre os dois não veio de fábrica... produto defeituoso.

Esses dias vi a Ana Maria Braga recitando um texto que falava sobre CALAR. Aiiii... como eu queria aprender tal arte. Não sei fazer isso direito, e quando faço é uma meleca.

Sei que calo quando algo me machuca muito, e não falo porque acho que o outro tinha obrigação de saber o que tô pensando. Mas tanto nesses momentos ou em outro qualquer que eu tente calar, isso me DÓI. E dói tanto que daqui a pouco aquele monte de dor no peito explode em palavras cruéis, pesadas, cortantes como balas de revólver, e alvejo quem estiver na minha frente. E isso antes do julgamento. tanto faz se é culpado ou inocente. Depois a gente vê.

É... calar não é comigo mesmo.

Bom, mas hoje tô aqui para dizer que na minha cabeça pipocam mil e quinhentas coisas sobra as quais queria falar, e que 5 minutos depois de pensar no tal assunto já esqueci. quanta coisa eu poderia ter escrito, se tivesse anotado num pedaço de papel a idéia. Mas quem me conhece sabe, sou um furacão... meu nome é bagunça. Mas me propuz de segunda-feira comprar uma caderneta pequeninha para anotar as idéias quando elas surgirem.

Meu pai uma vez me comprou uma coisinha de pindurar no pescoço, um gravador de lembretes. cada vez que tu lembra de algo que não deve esquecer aperta no botão e grava. O problema é que eu esquecia de botar no pescoço, e quando eu colocava no pescoço eu esquecia de gravar, e quando eu gravava esquecia de escutar depois. Então aposentei o dito aparelho.

Então hj peguei um pedaço de papel e anotei alguns títulos de postagens que quero escrever (eu sempre escrevo o título antes da "redação"...rsrs, sempre fazendo o contrário do que se deve). Mas como sei que vou perder o papel daqui há 5 minutos, e depois ficar enlouquecida procurando (para achá-lo só daqui uns meses, por acaso, numa gaveta qualquer), resolvi escrever aqui a lista.

Então vamos lá. ah... e se vc tiver alguma sugestão manda que eu falo sobre o assunto, ou pelo menos sobre o que sei e o que não sei dele.

* TERAPIA (S)

* UMA HISTÓRIA SOBRE TRENS, VAGÕES E ESTAÇÕES

* UMA VIDA SÓ É POUCO

* SER MÃE

* DIA DAS MÃES

* INCLUSÃO

* IDADE DE SER FELIZ

* A ÚLTIMA PLOC

* CARTAS QUE EU NÃO MANDEI

* UM NOVA CHANCE

* DEPRESSÃO (I, II, III, IV, V, VI)... UM TRATADO...HEHE

É isso então.

bjkass a todos, em especial as minhas mais novas leitoras Vó Heloísa e Mary

E ao Lucca, que é uma pessoa única e especial, com uma luz que não se sabe de onde vem... coisa mais estranha. Mas isso falamos outro dia.

Acho que o PH dele também não é neutro.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

DIVÃ

Eu amo o livro Divã, de Martha Medeiros. E também gostei do filme, da interpretação... geralmente os filmes ficam muito àquem dos livros, mas desta vez me surpreendi. Eu já vi e revi inúmeras vezes, mas tem um monte de gente que ainda não viu. Acreditam que o filme não existe na maioria das locadoras de vídeo que temos na Cidade? Que absurdo.

Por isso hoje resolvi fazer uma sessão de "cinema" caseiro para minhas amigas.

Sabe, quando eu era adolescente e comia livros, o que eu mais gostava era que minha melhor amiga lesse e depois a gente passasse horas falando dele. Parece chato né? mas era uma delícia, dividir aquele mundo com alguém, trocar emoções, idéias. Até hoje, gosto de falar sobre o que leio, sobre o que aprendo, sobre o que ouvi falar. Discutindo as coisas podemos enxergar vários pontos de vista sobre um mesmo tema, alguns que a gente nem desconfiava que existise.

Então hoje vou assistir mais uma vez ao mesmo filme, e tenho certeza de que vou ver alguma coisa que tinha me passado desapercebido antes. Até a música do início do filme é uma coisa gostosa de se ouvir.

E, em homenagem a minha primeira sessão caseira de cinema...rsrsrs, vou transcrever abaixo um trecho sobre o qual dissertaria durante muitooooooo tempo, pois diz tanta coisa, mas tanta... fala direto do peito da gente. É como se tivéssemos escrito. Se já leu leia de novo... vale a pena.

"Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.


Eu sei,não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Telvez este seja o ponto. Talvez eu Não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu patio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.

Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR"

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cada ser humano nasce com com mil possibilidades



Pois é...

ontem tava pensando (no banho para variar) em um parente próximo meu e me perguntei:

O que será que sentirei ao vê-lo no caixão, pálido de morte?

Daí já me veio imediatamente outra pergunta:

Qual será o discurso que o padre ou qualquer outro irá proferir ao "encomendar" o corpo?

Sei o que vc tá pensando. Isso é lá coisa para se pensar? Pior...

Mas daí comecei adivagar no tal discurso "final". geralmente ouço nos velórios discursos exaltando as qualidades do falecido e de quanto ele fará falta. Muito se ouve da dor e do vazio que deixarão em seus familiares.

Em resumo não consegui imaginar ninguém falando nada positivo desse ser humano em questão. E pensei quão triste era isso... afinal, nascemos cheios de possibilidades de ser ALGUÉM BOM, alguém que faça o bem às pessoas, as plantas, aos animais, ao mundo, à alguém ou alguma coisa. Mas que faça a diferença no mundo.

Nascemos cheios de possibilidades: de fazer os outros sorrirem, de emocionar, de alegrar, de ajudar. Tanta coisa... tantas possibilidades positivas, tantas possibilidades de amar, de ser amado, de criar laços verdadeiros.

E daí fiquei triste pensando nesta pessoa, que conheço desde que nasci, e nos meus tantos anos de vida num vi ter uma atitude afetuosa. Nunca presenciei um abraço carinhoso, um beijo de verdade, um gesto de caridade verdadeira. Não sei dizer se esta pessoa já amou alguém na vida, ou se amou, de que forma é esse amor.

Sei que o amor se manifesta de muitas maneiras, algumas ilógicas. Acredito que o próprio ódio é amor, amor que adoeceu. Mas uma pessoa é capaz de amar assim tão egoisticamente a ponto de não deixar ninguém perceber? nem mesmo o ser amado?

Só sei que nunca fui alvo do seu amor, isso eu tenho certeza. E esse amor muitas vezes me fez falta.

Como já falei antes, sou uma meleca emocional. A razão diz: não se pode obrigar ninguém a amar.

Tá, eu sei.

Mas o que eu fiz para que essa pessoa nunca tivesse me amado?

Tá, eu sei... tô reclamando de boca cheia... tem gente por aí que não é nem amado pelos próprios pais, muitas vezes até mesmo são abandonados.

Mas sei lá, mesmo assim me doeu muitas vezes essa rejeição imotivada.

E eu sei... não tem nada haver comigo, simplesmente essa pessoa é incapaz de amar, ou de demonstrar amor. Aliás, se o amor se manifesta de várias formas, a desta pessoa se manifesta na forma de bens materiais.

Até acredito que ame alguém, pois sempre supriu uma pessoa com muitos bens materiais e apoio financeiro. Mas sabe, não consigo enxergar afeto nem nesta relação. Quando estamos reunidos em família, o tal ser humano desumano tá sempre de lado, sem dar e receber nada.

E fico triste, com o desperdício de vida que presencio sempre. Uma pessoa que parece ter vindo ao mundo para não ser nada, só alguém que, por deixar de ser o que devia, magoa as pessoas a quem devia amar.

E, finalizando, não consegui ainda imaginar tal discurso... as últimas palavras em homenagem a uma pessoa que não foi nada, e se foi, foi o pior, um arremedo triste do que podia ter sido.

Uma pessoa que desperdiçou todas as possibilidades que recebeu durante a vida, de fazer falta a alguém, de amar, de ser gentil, entre todas as outras.

Acho que em seu velório não haverá lágrimas... talvez só alívio para aqueles que tiveram que o suportar até a morte (tarefa árdua), por obrigação moral ou por interesse financeiro.

Me veio rápido uma pergunta, nesta conversa minha comigo mesmo: se eu estiver lá no dito momento, permitirei que se faça um discurso mentiroso, que imputem a tal pessoa qualidades que nunca possuiu? tipo aquele discurso feito... foi um.... dedicado, um... amoroso.

A resposta... bom, vcs sabem... meu PH não é neutro.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Cheia de idéias

Pois é... ando cheia de idéias, com vontade de escrever sobre muita coisa.

E pq não escrevo?

Sei lá...

Ontem queria escrever sobre um monte de coisas (engraçado que hoje não consigo lembrar de nenhuma delas), mas hoje só consigo pensar em escrever sobre RESSACA.

Ressaca em todos os sentidos, ressaca moral, ressaca emocional, ressaca ressaca, rsrsrs.

Tá... já entenderam né? bebi um pouquinho além da conta ontem. E daí eu, que não bebo, me transformei naquela pessoa que bebe demais, e ... bah. É nessas horas que digo aquela famosa e tão usada frase: NUNCA MAISSSSSS.

Não pelo mal estar do day after, mas por me sentir INADEQUADA. Odeio me sentir INADEQUADA.

Daí fico me perguntando... ah, não adianta, tô me sentindo mal... não lembro muito bem pelo quê, mas algo relacionado aquele meu eterno dom de fazer merda.

Melecaaaaa.

Acho que meu PH às vezes podia ser mais neutro.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Santa falta de inspiração



Aiiiiiii... blog meio abandonado.



É a santa falta de inspiração.



queria escrever coisas interessantes... mas estou num momento "chato". E é estranho.


Geralmente a inspiração me vem em momentos que eu já conheço:


em primeiro lugar no BANHO. Sempre penso no banho. Se estou com problemas vou pensar e refletir no banho, se quero chorar vou chorar no banho, se tô com dor vou pro banho, se estou agoniada vou pro banho. Geralmente minhas lágrimas são "enxugadas" pela água corrente que saí do meu chuveiro. Pensando bem, nada mais apropriado. Mas sabe de uma coisa, quase nunca penso coisas boas enquanto tomo banho. Fico ali, conversando comigo mesmo, trocando idéias sobre o que tô pensando, sobre o que tô sentindo. Se tô magoada com alguém fico ali... conversando, "falando" mentalmente com a pessoa, falando tudo que acho que jamais conseguiria falar ao vivo e a cores. Não... não por covardia. É que não consigo... quem me conhece sabe, sou uma porcaria emocional. Não falo... choro ou grito. Quem manda em mim é minha emoção, por mais que eu odeie isso. Então fico lá, no meu BANHO... converso, depois grito e depois choro. Ah... o BANHO, meu amigo... esse me conhece.


Mas ultimamente, entro e saio do banho e nada... nenhuma inspiração, nenhuma conversa, nenhum choro... só os rituais básicos de higiene corporal. Será que a mente tá limpa???


Outro momento de inspiração clássico, meu e de quase todo mundo, é dirigindo... ouvindo som bem alto. Ah, que sensação deliciosa. Vc está lá... em movimento, e nada pode pegar teus pensamentos. Claroooo... sempre tem um celular chato pra tocar. Por isso não gosto de telefones, como os chamo carinhosamente "coleiras eletrônicas". Quem me conhece sabe... quase nunca atendo celular. Tão difícil ter um tempo realmente sozinha... e eu prezo tanto esse meu silêncio, que  me permite conversar comigo mesmo. Mas no carro me vem pensamentos muito diferentes do que tenho no banho.. geralmente são pensamentos bons, alegres, ousados. Idéias...idéias... idéias... muitas idéias. Fico pensando e pensando, rindo, cantando, sonhando. Acho que essa é a palavra certa quando estou dirigindo... SONHO. Eu fico ali... sonhando, com os pés lá nas alturas. Que realidade que nada. Tô no carro e tô em cada lugar, na neve, na praia, numa balada... cada lugar. Daí me bate uma vontade louca de correr... voar (nunca gostei de ter algum carro em minha frente, pq às vezes eu sonho tanto que não enxergo nada na minha frente). Mas daí quando chego perto do destino começo a diminuir a velocidade e já começo a me arrepender do pé no fundo do acelerador. Que meleca... não tô a fim de chegar, quero continuar a sonhar, sonhar, sonhar... paro o carro, estaciono. Quem disse que quero descer? Dependendo da seleção musical fico alta por um bom tempo ainda. até que um chato me faz aterrisar. Afinal... trabalho, estudo, sou amiga, mulher, filha, irmã, cunhada. Quem me disse que eu podia ficar por aí... sonhando. Eu sem sonho... não sou EU.



Aqui cabe uma pergunta: quem já viu o meu olhar BRILHANDO? quem já viu não esqueceu.


Olhar brilhando não é um momento de inspiração, é a PRÓPRIA INSPIRAÇÃO. Pena não ter um botão liga e desliga esse tal de BRILHO NO OLHAR.


Eu já chamei esse BRILHO NO OLHAR de tanta coisa... no fim decidi chamar ele de HORMÔNIOS.



Quase toda minha existência depende dos ditos hormônios, que ora amo e hora odeio, porém mais odeio que amo, mas quando amo, amooooo mesmo.


Tá, não vou esquecer da LUA CHEIA.


Lua Cheia e inspiração são sinônimos pra mim. A lua mexe mesmo comigo. O brilho dela passa um pouquinho pro meu olhar. Em noite de lua cheia não consigo ficar em casa (e quando consigo? rsrs). é como um imã... quero dançar, quero falar, quero cantar, quero só olhar... fico lá, parada, olhando... tentando entender aquela beleza toda, aquela chama... ahhhhhhhhhh se todo dia fosse dia de lua cheia.


Noite e lua cheia me lembraram de um momento especial de inspiração, que só aconteceram poucas vezes em minha vida... talvez consiga contar nos dedos das mãos. Um CHEIRO... uma noite com um cheiro. Eu sei que se eu sentir aquele cheiro de novo vou saber que é ele, embora se agora eu tentar lembrar não vou conseguir. Incrível como aquele cheiro consegue antever que aquela noite será especial e que coisas mágicas acontecerão. Nunca duvidei, e nunca me decepcionei. Ahhhhhhh se toda noite tivesse aquele CHEIRO, aquele PERFUME. ahhhhhhhhhhhhh.........


Que sensação maravilhosa essa, de ir escrevendo e recordando... acho que até já estou ficando inspirada...hehe.


Bom, tenho outros momentos de inspiração. Quando APRENDO algo novo. sempre li muito, sempre soube muito. Nunca fui de estudar, mas de entender. Aprendo quando converso com alguém, quando leio, quando pesquiso, quando procuro. Adoro ouvir alguém falar coisas que me fazem sentido de uma hora para outra e me faz parar e dizer: como eu vivi até agora sem saber disso? como é que eu não percebi isso? O conhecimento é uma coisa que me faz feliz. Essa minha sede que me fez voltar a estudar depois de burra velha, começar uma faculdade que para a maioria é a maior inutilidade do mundo. Mas eu adoro. E tenho feito tantas descobertas... inspiradoras. Comecei a estudar um pouco, bem pouco, sobre a história da américa latina, e deu... já me apaixonei. Já fiquei com vontade de saber muito mais. Que coisa maravilhosa poder entender um pouco da formação da nossa américa latina. Será que isso fará com que eu conheça a mim mesma um pouco melhor????


Sempre tive uma mania, durante todo o tempo que estudei... seja no primário, segundo grau, universidade, cursos, até mesmo em nada disso. A mania de AJUDAR. Sempre fiz trabalhos pros meus colegas, sempre fiz polígrafos das minhas anotações e distribuí aos colegas. Sempre procurei passar adiante o que sabia e até mesmo aprender algo só para ensinar. Aliás... já fiz tanto isso, aprender só para ensinar. Mas não é pq sou "boazinha" (isso dá briga séria), mas pq ao final quem ganha SOU EU. De uma forma ou de outra sou eu que saio ganhando. Por isso que digo que sou disponível demais (e não boazinha). Pois geralmente estou disponível. Não esqueço de um dos meus maiores arrependimentos: ter feito meu enteado passar de ano no segundo ano do segundo grau. Passei a época de Natal aprendendo química, história, literatura, e não sei mais o quê... pq ele tinha ficado em recuperação (aquela segunda recuperação, fora de época) em umas 4 matérias. Meu irmão estava fazendo faculdade de farmácia naquela época e me ensinou umas fórmulas e me deu dicas de química e eu acabei aprendendo algo que eu mesma não tinha aprendido na época de segundo grau. E amei... tão mágico desvendar aquelas equações, balancear e tal... e sob um prisma mais lógico (como é passado na faculdade). Me arrependi de ter feito o que fiz... de te feito o Lucas passar de ano quando com certeza o melhor teria siido ele repetir o ano e amadurecer mais como aluno e como pessoa. Acabei avalizando algo com o qual não concordo... a idéia de que tudo é fácil e que se dá um jeito (afinal quem deu o jeito fui eu e não ele). além, é claro, da idéia de que ele não iria responder por seeus atos. Afinal ele podia passar o ano todo zoando na aula e no final depois de três recuperações ele poderia passar de ano. tudo tão fácil. Ahhhhhhhhhh... se a vida fosse sempre assim tão fácil. Ahhhhhhhh... se a vida sempre tivesse um jeito fácil pra tudo. Ahhhhhhhhh... se a gente sempre tivesse alguém para cumprir as NOSSAS responsabilidades. ahhhhhhhhh........  seria tudo tão mais fácil.


Por fim... a paixão me inspira. Sou movida a paixão. As coisas mornas nunca foram pra mim. Nunca consegui entender como podem existir pessoas que vivem sem paixão. Trabalham, vão pra casa, fazem a janta, olham tv, vão dormir. No outro dia... tudo de novo. Que vida tão sem sentido é essa? cade a emoção? cadê a graça? Cadê a VIDA?????


Eu quero mais da minha vida... eu quero VIDA pra ela. Eu quero amar, quero ser amada. Como diz um texto que amo do Paulo Santanna... eu quero FAZER FALTA. 


Quero fazer algo pelo mundo, pelas pessoas, pelos animais, quero SER alguma coisa que faça alguma diferença. Quero muito mais que existir... quero fazer parte de algo maior.


Quero fazer DIFERENÇA.


Quero me emocionar. Quero me emocionar. Quero me emocionar.


E juntando tudo isso... emoção, fazer falta, fazer diferença... me emociono...rsrs. 


Este mês nasceu o filhinho do Xandi e da Mel. Sabe onde ele começou a ser gerado (no sentido mais puro que pode haver)? Numa festa minha do ano passado.


E o namoro da Paula e o Luciano? No meu aniversário em novembro passado.


Aliás, inúmeros casais se formaram nass nossas festas, inclusive minha irmã e o Rodrigo.


E um outro amigo... que separei (no sentido jurídico, é claro) num mês e no outro, em uma festa minha, conheceu uma pessoa maravilhosa, estão vivendo uma paixão linda já há um tempo e agora tive notícias de que estão "grávidos". Ahhhh... isso emociona.


Saber que tem um dedo seu no destino das pessoas, isso emociona.


E a Fran, que se separou na minha festa de reveillon do ano passado e hj tá quase ganhando o Gabriel. Se ela não tivesse lá naquele dia, será que teria sido este o futuro dela? 


Iiiiiiiii... são tantos casos... tantos casais que ajudei a formar, e uns outros que ajudei a separar (afinal sou humana).


Sei lá... como eu sempre digo, na próxima encarnação vou nascer cafetina e ganhar muito dinheiro....hehehe.


Me emociona me enxergar lá, na história daquela vida. Me pergunto se é destino ou coincidência.


Que dizer da minha melhor amiga ter conhecido o amor da vida dela quando estava comigo? ah... normal. É... seria. Se isso não tivesse acontecido em Joinville, onde ela estava morando havia algum tempo, e eu de visita. Ela já tinha ido muitas vezes naquela boate, nunca tinha visto ele. Mas eu vi. É... eu me interessei por ele. também, o cara era parecido com o Brad Pitt, e é lógico que gamei. Tá, mas o destino neste caso foi mais forte. Nosso carro estragou numa avenida deserta da Cidade. naquela época não tinha celular. e adivinha quem estava no seguindo??? hehehe. Ahhhhhhhh... se o destino fosse sempre tão bom. Eu fiquei sem o gatinho naquele dia, mas minha amada amiga ganhou um namorado, que virou marido, que virou pai de seu filho. Eu ganhei uma amiga feliz e um compadre querido, que adoro muito. E hoje ele nem tá tão parecido com o Brad Pitt assim...rsrsrs. E nem deu para minha amiga a filha loira de olhos claros que tanto eu sonho em ter. Mas deu um menino lindo demais, amado demais, e que é a razão de viver de muita gente. Como posso não me emocionar????


Bahhh... to puxando a sardinha pro meu lado né?


Tá, então tá. Nem tudo são flores. A coisa às vezes fede, e bastante. Tô lá na comunidade do orkut: tenho o dom de fazer merda.


E que dom este com que fui contemplada. 


Mas sabe de uma coisa. Também fui contemplada com um anjo da guarda muito bom, e que cumpre seu papel direitinho.


Quando volto pra casa de madrugada, torta... no sentido literal da coisa, é o meu anjo da guarda que gentilmente dirige pra mim e me trás em segurança pra casa. Já prometi que não vou mais fazer isso... não vou mais beber e dirigir. Mas depois que bebo esqueço até mesmo de quem eu sou, quanto mais do que esta pessoa que não sei quem é prometeu. ahhh.... se todo mundo tivesse um anjo da guarda que nem o meu.


Mas sei, não justifica, e tenho que criar JUÍZO. Vou criar.


Engraçado, falando sobre isso me lembrei do meu irmão esses dias se referindo assim a minha pessoa com 21 anos: ahhh quando tu era velha....


Pô, pior que é... eu com 21 anos era um porre. 


Mas não era chatice, não... era MEDO.


O meu maior MEDO sempre foi sentir MEDO.


Se meu irmão saia de noite eu nem dormia direito... eu tinha medo. Nna real, sempre tive medo de DAR AO OUTRO A SUA RESPONSABILIDADE. Sempre mais fácil achei de cuidar da vida dos outros, guiar os passos dos que eu amava do que dar-lhes o que já era deles: a própria vida.


Talvez se eu guiasse os passos deles eles não caminhariam para longe de mim.


Talvez se eu estivesse no comando, não permitiria que eles ME magoassem.


Ahhhhhhh... quanta loucura.


Eles caminharam pra onde quiseram, eles me magoaram.


São as prisões emocionais.


Eu nunca consegui ir... ainda não quero ir. Quero ficar mais um pouco.


Já mudei bastante. Larguei as rédeas (que me prendiam e não aos outros). Já consigo administrar, um pouco, essa idéia de que cada um tem direito de viver sua vida e, quem sabe, até de ir. Mesmo que eu não queira.


Mas eu ainda tenho que aprender tanta coisa. eu ainda tenho que aprender tanta coisa. Tanta coisa. Tanta.


Preciso aprender a não tomar pra mim a vida dos outros, os problemas dos outros. tenho que aprender a ser mais impermeável aos sentimentos e emoções alheias. Aprender a não sofrer a dor dos outros, pelo menos tão intensamente. Preciso aprender a saber o limite entre a minha vida e a dos que amo. 


Preciso aprender a bater na porta e perguntar se querem que eu entre. Aprender a ser chuva de verão e não temporal.


Aprender a dosar a 'intensidade' das minhas palavras e da minha presença.


Preciso aprender a me aprender. A tomar o poder sobre meus pensamentos, sobre meus sentimentos, sobre meus pesadelos.


Preciso aprender a não acordar chorando de noite, paralisada de terror.


Preciso aprender a parar de me culpar pelo que já não tem jeito.


Preciso aprender a ter paz. 


Queria vencer o que até agora me parece invencível.


Sabe aquele poema que muita gente coloca no seu perfil do orkut: já perdoei erros imperdoáveis, já isso e aquilo.


Taí, nunca vou poder colocar isso no meu perfil.


Eu não perdoei o imperdoável. E para mim imperdoável é a traição. No sentido mais amplo que essa palavra alcance. A traição ao amor. 


Tá... talvez vc que esteja lendo (se é que alguém lê o que escrevo) não consiga entender do que estou falando. Para a maioria das pessoas a palavra traição significa uma coisa tão pequena, que pra mim é irrelevante. Ahhhhhhhhhhh... se traição fosse uma coisa tão simples. ahhhhhhhhh... quem me dera que pra mim traição significasse sexo ou qualquer coisa assim.


Por que pra mim é tão mais forte que isso?


Ahhhh... sei lá.


talvez porque o meu PH não seja neutro.


Sei lá.


Até a próxima...











Obrigada por sua visita

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Volte sempre! bjs Paula